O Crédito do Trabalhador é um programa do Governo Federal que facilita o acesso de trabalhadores com carteira assinada ao empréstimo consignado.
A contratação é feita diretamente com a instituição financeira e as parcelas são descontadas na folha de pagamento. A Microambiental não aprova, oferece ou cancela o empréstimo: apenas realiza os descontos informados pelos sistemas oficiais. As parcelas são descontadas mensalmente na folha de pagamento.
O total das parcelas pode comprometer até 35% da sua remuneração disponível (que é a soma do seu salário, insalubridade, horas extras, bonificações, entre outros, descontando o INSS, IR e pensão alimentícia.).
Como os valores recebidos e os descontos podem variar de um mês para outro, a remuneração disponível também pode mudar. Por isso, uma parcela que cabe no salário de hoje pode pesar mais em um mês que você receba menos, por exemplo, um mês com menos horas extras, faltas, afastamentos ou outros descontos.
SIM! A parcela do empréstimo afeta:
o adiantamento do dia 15;
o pagamento do dia 30;
o pagamento das férias, quando houver
Isso acontece porque parte do valor da parcela pode ser separada antecipadamente para garantir o pagamento no fechamento da folha. Essa reserva aparece no holerite com o nome de provisão.
A provisão funciona como uma "reserva antecipada" do que você tem a pagar e serve para garantir que haja saldo para o pagamento da parcela lá no final do mês. No fechamento da folha, os valores são ajustados e é cobrada somente a parcela mensal do empréstimo.
Na prática, o valor recebido no dia 15, no dia 30 ou nas férias vem menor por causa dessa reserva. Esse procedimento faz parte das regras do programa e não é uma decisão da Microambiental.
Nesse caso, ocorre o desconto parcial da parcela ou pode acontecer de até mesmo não haver desconto na folha naquele mês.
Mas atenção: isso não significa que o restante da parcela foi cancelado, perdoado ou quitado.
O trabalhador deverá procurar a instituição financeira para verificar como regularizar o valor que não foi descontado.
É importante reforçar que desligamento não cancela o empréstimo.
Dependendo das garantias autorizadas no momento da contratação, a instituição financeira poderá utilizar parte das verbas rescisórias, do saldo do FGTS e da multa rescisória para reduzir ou quitar a dívida.
Se ainda restar saldo a pagar, o trabalhador deverá continuar o pagamento diretamente com o banco, geralmente por pagamento via boleto ou desconto em conta corrente. As parcelas também poderão voltar a ser descontadas em um novo emprego, caso essa condição esteja prevista no contrato.
Sim. No momento da contratação, o trabalhador pode escolher oferecer garantias para o pagamento da dívida.
Conforme as condições do contrato, poderão ser utilizados:
35% das verbas rescisórias disponíveis, independentemente do motivo do desligamento;
até 10% do saldo disponível do FGTS (para trabalhadores optantes pelo saque-rescisão);
até 100% da multa rescisória do FGTS, nos desligamentos em que houver direito a essa multa.
Oferecer essas garantias é opcional. Se parte do FGTS for utilizada para pagar a dívida, o desconto é feito pela Caixa, de acordo com o contrato do empréstimo. A Microambiental não participa dessa retirada.
Vantagem: Oferecer garantias pode contribuir para que o banco apresente condições mais favoráveis, como uma taxa de juros menor.
Desvantagem: Você pode comprometer valores que fariam diferença justamente em um momento de desemprego, como parte do FGTS, da multa rescisória ou das verbas da rescisão.
A simulação pode ser realizada pelo app da Carteira de Trabalho Digital ou pelos canais eletrônicos das instituições financeiras participantes.
O trabalhador consulta as propostas, compara as condições e, caso decida contratar, formaliza o contrato diretamente com a instituição financeira. Essa informação fica disponível para a empresa em um portal e, mensalmente, é atualizada pelos bancos com o valor a ser descontado.
Alguns pontos importantes:
A Microambiental não escolhe o banco, não define a taxa de juros, não aprova o valor do empréstimo e não consegue cancelar o contrato.
Simular não obriga você a contratar.
Compare as propostas com calma e não tome uma decisão apenas pela facilidade de receber o dinheiro.
Nossa dica: Não escolha um empréstimo olhando apenas para o valor da parcela ou para a taxa de juros anunciada.
Antes de contratar, confira:
Valor líquido: quanto realmente será depositado na sua conta;
Valor da parcela: quanto será descontado por mês;
Quantidade de parcelas: por quanto tempo você ficará pagando;
Valor total: quanto terá devolvido ao banco ao pagar a última parcela;
Taxa de juros: quanto a mais o banco vai cobrar para emprestar o valor;
Custo Efetivo Total — CET: reúne juros, impostos, tarifas, seguros e outros custos do empréstimo.
Não.
Os juros são o valor cobrado pelo banco pelo empréstimo.
Já o CET mostra o custo completo da contratação, incluindo juros, impostos, tarifas, seguros e outras cobranças.
Por isso, duas propostas podem anunciar juros parecidos, mas apresentar custos finais diferentes.